Radar · 2º turno · domingo, 25 de outubro de 2026

O que as pesquisas dizem, com a margem de erro de verdade.

Média de todas as pesquisas registradas no TSE para o 2º turno, corrigida pelo quanto as pesquisas erraram em 2014, 2018, 2022 e no 1º turno deste ano. Nenhum número aqui é "crava": é probabilidade, e a faixa está escrita.

1. As pesquisas, uma a uma

Votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos). Quando o instituto só divulgou os totais, os válidos foram calculados e estão marcados. Última leitura de cada instituto.

2. Quanto as pesquisas erram

Diferença entre a média das pesquisas finais e a urna, na parcela de votos válidos do candidato à direita. Positivo = as pesquisas subestimaram a direita.

Fontes: TSE (resultados) e compilações públicas das pesquisas finais de cada ano (Datafolha, Ipec/Ibope, Quaest, AtlasIntel, PoderData, Paraná Pesquisas). O 1º turno de 2026 usa só a disputa Flávio × Lula nos válidos.

3. Mato Grosso do Sul e Bela Vista

Aqui não há pesquisa de 2º turno. O que existe é a urna do 1º turno. A projeção supõe que os votos de Cury, Caiado e Renan Santos se dividam na mesma proporção dos dois finalistas, o que é a hipótese mais neutra.

Fonte: TSE, 1º turno de 4/10/2026, percentuais de votos válidos por município (compilação Midiamax, 5/10/2026). Flávio venceu em 73 dos 79 municípios de MS; Lula em 6 (Dois Irmãos do Buriti, Japorã, Miranda, Paranhos, Tacuru e Vicentina). Em MS, 1.540.803 compareceram e 483.070 não votaram (abstenção de 23,9%).

4. O que olhar na apuração

Antes das 19h: a abstenção. No 1º turno foi 21,1% no Brasil e 23,9% em MS. Abstenção acima disso no Nordeste favorece Flávio; abstenção alta no Sul e Centro-Oeste favorece Lula.

Primeiros 20% apurados: normalmente vêm do Sul/Sudeste e do interior, e exageram a direita. A distância só é confiável depois dos 60%, quando o Nordeste e as capitais entram.

Faixa deste radar: se Flávio fechar entre 48% e 55% dos válidos, as pesquisas acertaram dentro do erro histórico. Fora disso, foi erro de pesquisa, não de leitura.

Como este radar é calculado: (1) última pesquisa de cada instituto, em votos válidos; (2) média ponderada, com peso maior para institutos com histórico de acerto e campo mais recente; (3) soma do viés médio histórico (+0,6 ponto para a direita); (4) simulação de 200 mil cenários com desvio-padrão que junta o erro histórico e o erro de agregação (2,1 pontos). A probabilidade é a fração de cenários em que cada candidato passa de 50%. O código e os dados estão abertos no repositório.